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sábado, maio 24, 2014

Que tricoteira eu sou?

Depois da última postagem, eu fiquei matutando.

Que tipo de tricoteira eu sou?

Apesar de ter aprendido bem nova a tricotar. Lembro de ter feito o que eu chamo de cobertor de barbie. Um quadrado em cordões de tricô. Apesar disso, eu não sou uma tricoteira de infância. Lá eu não fazia tricô, só brincava com o que minha mãe dispensava.

Isso quer dizer que, minha referência principal, no tricô, é minha mãe. E minha mãe tem um estilo muito próprio. Ou clássico. Ela segue o estivo das revistas de tricô dos anos 80. Simples assim. Blusas pesadas, fechadas na frente, com costuras laterais e sobre os ombros.

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Nessa época, a gente nem sabia que estava trabalhando com acrílico. Quer dizer, sabia, mas não sabia que existia outro tipo de coisa.

Pois bem, minha referência é, portanto, bem old school, bem tradicional. Ilustro esse post com o casaco que sobreviveu em minhas mãos, da época em que ela tricotava. Não sei pra quem seria esse casaco, não sei como ele veio parar na minha casa, mas ele existe e o guardo como uma relíquia.

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O guardo como uma lembrança de que, assim como tudo na moda, as coisas vão e vêm. E que temos que seguir nosso próprio estilo e nosso próprio instinto quando estamos nos dedicando a qualquer coisa, qualquer objetivo.


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Então, além desse lado brasileiro clássico dos anos 80 me lembrei que, há muito tempo, vi uma postagem no SuperZiper que falava sobre uma nova rede social craft e que, apesar de não entender como funcionava, acabei de cadastrando. Acho que foi nessa postagem aqui.

Uma vez dentro do Ravelry. O céu deixa de ser o limite, e você se vê com qualquer projeto na mão! Bastando você fazer o cast-on.

E acho o que foi assim, através da internet e da minha fluência em inglês que eu consegui passar para um tricô diferente, diria mais ousado se comparado ao tricô de revista da minha mãe.

Por outro lado, ousadia nenhuma você ser apenas mais uma tricoteira inserida numa WWW maior que nossos corações. Ou seria do tamanho de nossos corações unidos?

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