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quinta-feira, maio 29, 2014

Loba Solitária

Nesse mundo craft de meu deus, eu ainda não achei o meu lugar.

Eu amo costura. Eu amo cartonagem. Eu amo tricô. Eu não consigo fazer um crochê bonito, mas o que eu faço dá pro gasto. Eu sei ingles e não me intimido fácil. Mas, definitivamente, meu problema não é a técnica.

No mundo das costuras, já segui e parei de seguir diversos blogs! Diversos. No mundo do tricô, sempre depois que eu volto de um congresso eu fico com um gosto amargo na boca.

Eu gosto das coisas do meu jeito. Eu gosto de aprender sozinha. Eu gosto de pesquisar e ir lendo uma coisa atrás da outra, até eu me fartar! As vezes eu até pergunto nas listas de tricô, mas aquelas listas são muito limitadas e enfadonhas pra mim. (sem contar as diversas vezes que eu fico quieta para não causar polêmica desnecessária)

Mas, a verdade, é que as polêmicas não são polêmicas pra mim. Eu simplesmente penso de forma diferente! Eu não vibro na mesma frequência que a maioria das mulheres, acho que é isso.

Talvez, eu tenha ido no congresso de tricô com muita sede. Talvez eu tenha ido achando que eu fosse encontrar o Oásis de técnica perfeira que eu não acho aqui na minha terra. Talvez eu realmente tenha acreditado naquela lorota da amizade.

O que faz crescer a amizade entre duas pessoas não é o tricô entre elas. É toda uma gama de pequenas coisas em comum. Além do santo bater, né?

Nesse congresso eu senti que encontrei pelo menos 3 pessoas que vibravam mais ou menos na mesma vibração que eu. Eu não gosto de conversa jogada fora, eu gosto de discussão adulta. Eu não gosto de elogios, eu gosto de (ops) discussão adulta!

Como eu vou saber se o que eu fiz é realmente bonito, se há um exercito pronto para gritar "Lindo" a cada nova foto? Quais os padrões que eu realmente tenho que buscar?

E então eu fico pensando, porque raios eu venho aqui escrever tudo isso? Pra quem eu estou escrevendo!?

Eu não sei se tenho essa resposta, mas acho que aí no meio do deserto da internet, atrás de um arbusto qualquer, há alguém que pode vibrar na minha frequência, e estar cansada de ser sozinha, de ser loba solitária assim como eu, as vezes, também fico.

Há tardes que eu só gostaria de discutir sobre projetos futuros, agulhas, linhas e cores. Meu marido, coitado, já cansou de ser usado como ouvido ambulante para um assunto que não é importante para ele.

Ao mesmo tempo, eu gostaria de que houvessem mais blogs falando sobre tricô. Mais gente na rede falando sobre esses temas. E penso, será que se eu mexer nesse caldeirão, acaba saindo fumaça? (vamos combinar, a blogosfera do tricô, ou a tricosfera, é bem morninha, quando não foca absolutamente em vestuário de recém nascido)

E também tem o fato de que minha cabeça não para de pensar! E vira-e-mexe ela acaba voltando pra pensar em tricô, em costura, em cartonagem, nos meus projetos inacabados, nos meus projetos não começados, no meu stash.

Bom, enquanto isso eu vou seguindo em frente.

sábado, maio 24, 2014

Que tricoteira eu sou?

Depois da última postagem, eu fiquei matutando.

Que tipo de tricoteira eu sou?

Apesar de ter aprendido bem nova a tricotar. Lembro de ter feito o que eu chamo de cobertor de barbie. Um quadrado em cordões de tricô. Apesar disso, eu não sou uma tricoteira de infância. Lá eu não fazia tricô, só brincava com o que minha mãe dispensava.

Isso quer dizer que, minha referência principal, no tricô, é minha mãe. E minha mãe tem um estilo muito próprio. Ou clássico. Ela segue o estivo das revistas de tricô dos anos 80. Simples assim. Blusas pesadas, fechadas na frente, com costuras laterais e sobre os ombros.

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Nessa época, a gente nem sabia que estava trabalhando com acrílico. Quer dizer, sabia, mas não sabia que existia outro tipo de coisa.

Pois bem, minha referência é, portanto, bem old school, bem tradicional. Ilustro esse post com o casaco que sobreviveu em minhas mãos, da época em que ela tricotava. Não sei pra quem seria esse casaco, não sei como ele veio parar na minha casa, mas ele existe e o guardo como uma relíquia.

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O guardo como uma lembrança de que, assim como tudo na moda, as coisas vão e vêm. E que temos que seguir nosso próprio estilo e nosso próprio instinto quando estamos nos dedicando a qualquer coisa, qualquer objetivo.


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Então, além desse lado brasileiro clássico dos anos 80 me lembrei que, há muito tempo, vi uma postagem no SuperZiper que falava sobre uma nova rede social craft e que, apesar de não entender como funcionava, acabei de cadastrando. Acho que foi nessa postagem aqui.

Uma vez dentro do Ravelry. O céu deixa de ser o limite, e você se vê com qualquer projeto na mão! Bastando você fazer o cast-on.

E acho o que foi assim, através da internet e da minha fluência em inglês que eu consegui passar para um tricô diferente, diria mais ousado se comparado ao tricô de revista da minha mãe.

Por outro lado, ousadia nenhuma você ser apenas mais uma tricoteira inserida numa WWW maior que nossos corações. Ou seria do tamanho de nossos corações unidos?

sexta-feira, maio 23, 2014

Como foi o Terceiro Congresso Brasileiro de Trico

Quero deixar primeiro, o link para os agradecimentos final do congresso [1]
Essa é a minha forma de contribuir para o crescimento da rede para aumentar a visibilidade da página do congresso, e consequentemente aumentar a "patrocinalidade" do evento.

Então, quero dizer que adorei, mais uma vez, participar desse evento nacional de encontro de tricoteiras e de fomento do trico nacional. Uso a palavra fomento mas eu queria mesmo era a usar a palavra fermento porque o que eu sinto lá é um borbulhar de novas possibilidades e um sentimento muito forte de conquista e desejo de mais conquista ainda.

Essa edição eu tive sorte de encontrar pessoas com quem me identifiquei, no meio das alunas. Achei maluquinhas do tricô, do tipo que só querem aprender e passar horas passando pontinhos de um lado pro outro. Mas também achei mulheres que vão levar esse tricô elaborado para o fundão do pais!

Tá, um fundão não tão fundão assim. Visto que o interior do estado de São Paulo ainda é estado de São Paulo e todo mundo sabe que SP é o centro do universo (=P)

Mas ainda assim, professoras de armarinho que vão lá para tentar derrubar o esteriótipo de "professora de armarinho" como se, trabalhar em um armarinho numa cidade pequena fosse ruim, por si só. Acho que as vezes as pessoas das capitais se esquecem como são as cidades pequenas.

Por exemplo. Eu não consigo achar nada que não seja Anne pra comprar aqui. Anne tem de todas as cores. Mas Bella? Simplesmente não tem! Quando tem é um novelo solitário.

Como uma pessoa pode desenvolver a sua criatividade sem exposição? Isso me fez lembrar de uma outra coisa.

Para minha grande surpresa, um dos temas para o próximo congresso com mais demanda foi "Introdução ao Ravelry".

Gente, a Valéria tem um tutorial de Ravelry [2] que é estupendo! Suponho que a pessoa que quer aprender Ravelry tenha acesso a internet, e tenha acesso ao tricô em prosa [2] por consequência, certo?

Mas parece que isso não é suficiente.

Como então, uma moça que é professora de armarinho, lá onde só a Anne chega, sem acesso ao Ravelry (que seria a porta para as dorgas mais pesadas)

E olha que são as tricoteiras que estão antenadas e vão no congresso!

Bom. Eu gostei muito. As aulas foram ótimas e me esbaldei nas lojinhas.

Sobre as aulas, uma outra postagem, essa já está muito grande ;)



[1] http://www.congressobrasileirodetrico.com.br/
[2] http://tricoemprosa.com/tutorial-do-ravelry/

segunda-feira, maio 12, 2014

O dia do Congresso finalmente chegou!

Estou super animada! No próximo final de semana já é o congresso de tricô!

Eu vou fazer aula de contiguos, bordas perfeitas, como bolar seu próprio ponto rendado, e de ponto brioche!

Só falta eu separar o material que tem que levar! Pelo visto o menino jesus vai ganhar outro casaquinho, só que esse vai ser contiguous hehehe.

Como será que levo meu material? Tesoura e agulha de inox? Será que passa bem na mala?