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sábado, julho 25, 2015

Como eu meço uma amostra

Quando tenho que fazer uma amostra para ter uma tensão (gauge) para usar de comparação com receitas e projetos que quero seguir, normalmente uso uma ferramenta dura de medida, por exemplo régua em vez de fita métrica.

Recentemente (nem tanto) comprei um paquimetro que é meu xodó (precisão de 0.02mm) é ele que tenho usado.
Primeiro, conto o número de pontos, e a seguir meço esse intervalo:

2015-07-18 08.54.57

Depois faço o mesmo com as carreiras. Dependendo da amostra/fio/angulação, peço ajuda aos alfinetes para delimiar a área que vou medir, assim fica bem mais fácil não perder o foco e fazer uma conta certinha:

2015-07-18 08.56.48

Tendo essas medidas, é só fazer a conversão tradicional em regra de três para achar a quantidade de pontos dentro de 10cm e feito.

Além disso, uso meu paquimetro para medir a bitola das agulhas que compro por aí, as chinezinhas, por exemplo. Nem sempre a agulha 3,5mm mede realmente 3,5mm. Tenho uma agulha 4mm que mede 3,8mm

Outro uso interessante do paquimetro é quando você tem um tubo de miçangas mas não sabe que número elas são:

2015-07-18 09.16.37

A miçanga é tão minúscula que minha câmera nem conseguiu focar.

Aí você descobre seu tamanho assim:

2015-07-18 09.17.15

2,3mm =D

sábado, julho 18, 2015

Precisão na amostra

Quando decidi começar a estudar tricô de verdade, o primeiro conceito que me surpreendeu negativamente foi o conceito de precisão.

Só para contextualizar, eu aprendi a fazer os pontos básicos lá na infância, fazendo cobertor de barbie (que ela nunca usava, aquela ingrata). Mas achava que tricotar dois pontos juntos era só coisa de arremate (que eu chamava tirar da agulha).

Mas, já adulta, fui começar do começo no tricô, e a primeira aula sempre é amostra. E a primeira lição na amostra é que temos que contar os pontos com precisão.

Eu, como boa engenheira que sou logo pensei:

Ok, tenho treinamento acadêmico sobre esse tema, vou tirar de letra!

E aí caí do cavalo.

Meu treinamento sobre precisão em medidas é realmente acadêmico (lab de física I, II, III e IV mandam beijo), então eu fui logo pensando que tinha que revisar as formas de determinar a quantidade de medidas, o melhor erro, a melhor ferramenta para medição (menor erro de equipamento) e que ia tirar minha HP do armário para algumas continhas básicas de desvio padrão.

Afinal, todas as postagens, gringas ou nacionais, e todas as aulas do congresso sempre falavam:

Tem que medir o ponto direitinho, não é pra arredondar nem pra cima nem pra baixo. Se der número quebrado tem que considerar!

Eu pensei: FECHOU!

Só que, é mentira. Não se é esperado esse nível de precisão no cálculo das amostras. Na verdade, a precisão da amostra é ridícula! O que temos é uma heurística aproximada para previsão de medidas, mas não há nenhuma garantia matemática ou modelo definido.

Deixe eu te explicar o que eu quero dizer.

Previsibilidade

Qualquer manual sobre amostra te pede para montar muitos pontos, e trabalhar muitas carreiras. OK.

A explicação matemática é que, com muitos pontos o erro de medição é distribuído igualmente entre cada um dos pontos, e assim, o erro de medição é menor quanto maior o número de pontos.

Até aqui, perfeitamente matemático.

Porém, uma amostra sempre é emoldurada. E o valor da borda não é previsto. E a observação empírica que qualquer tricoteira sabe que os pontos da borda não seguem o mesmo padrão dos pontos internos.

Isso posto, a previsibilidade de uma peça com bordas conseguida através de uma amostra com medição somente do interior dos pontos é diminuída.

Num exemplo bobo, é como dizer que o meio-fio e a sarjeta de uma rua asfaltada tem a mesma medida do asfalto.

Portanto, uma amostra de pontos internos não é suficientemente precisa para prever a medida final de uma peça com bordas, ou costuras, ou mesmo peso.

No que tange o peso, há muitas postagens ensinando como aumentar a previsibilidade da amostra quando a peça a ser produzida deve levar em consideração o peso final (secar amostra na vertical com pesos na parte de baixo). Isso não é precisão, é tentativa de aumentar a previsibilidade da amostra mudando o modelo matemático da amostra (em vez de secar na horizontal, seca na vertical).

Precisão numérica


Na escola, uma dos primeiros assuntos quando começamos a estudar matemática (antes de aprender divisão) é os tipos de números que temos, lembra? Conjunto de números reais, conjunto de números naturais. Lembra disso? É o famoso numero com virgula e número sem virgula.

Agora me diz, é possível saber quanto é 0,75 de um ponto ou uma carreira?  E 0,33 pontos? Então o que te faz pensar que você consegue saber quando é 0,5 pontos?

Você pode me dizer:

Meio ponto é quando eu tenho uma perninha pra lá, outra perninha pra cá, então é facil de saber o que é meio ponto!

E eu te respondo: não, não é. Isso não é precisão, isso é chute. E se for 0.55 pontos? E se for 0.60 ou 0.45? Veja a quantidade de erro que há nesse chute (0.15 para mais ou para menos) E mesmo assim só vale para os pontos, não para as carreiras.

Por outro lado, qualquer régua vagabunda de criança tem gradação em milímetros, e é muito fácil saber a diferença entre 0,1mm 0,2mm 0,3mm 0,4mm e por aí vai.

Então, porque se conta número de pontos reias (com virgula) e número de centímetros inteiros (10cm)?

Além de aumentar a previsibilidade, diminuir o erro intrínsico da medição, é muito mais fácil para nossos olhos humanos olharem para uma régua e ler o que está escrito lá, e muito mais fácil contar o número de pontos e de carreiras e depois medir isso com a régua.

Num exemplo prático:

em vez de contar:

tenho 6 pontos e meio em 10 centímetros (na realidade 6.32)

eu diria:

tenho 23,7 centímetros para 15 pontos

Porque no mundo matemático, número de pontos e de carreiras é uma grandeza discreta, não contínua.

Tensão do ponto

Outro argumento largamente usado para justificar o uso da amostra é a respeito da tensão pessoal ao tricotar.

Quem tricota assistindo filme de terror, ou no busão, ou na praia sabe que a tensão pode variar.

Eu acredito sim que cada pessoa tem sua própria tensão de tricotar. Mas acredito também que essa tensão pessoal varia de acordo com a situação.

Isso posto, pode não fazer a menor diferença você fazer uma amostra assistindo o Brad Pitt, se comparado com uma discussão no vizinho. Mas pode fazer toda a diferença!

Isso quer dizer que, para aumentar a previsibilidade da sua amostra, você deveria fazê-la na condição tensional que você usará na maior parte da peça que você está tricotando. Ou seja, adivinha aí se você vai estar nervosa bem na parte que você estiver tricotando a cava de uma blusa que você começou 3 meses atrás.

Bônus: Polegada

Eu não sei porque alguém em sã consciência acha que tudo bem usar sistema métrico imperial pra qualquer coisa, mas não dá pra negar os efeitos do neo-colonialismo, então vamos lá.

Quando se usa polegada para medições, usamos fração para representar menos de uma polegada.

Isso quer dizer que, meia polegada é meia polegada, não 0,5''. Polegada é unidade discreta.

É fácil saber quando é meia polegada mais meia polegada:

1/2'' + 1/2'' = 1''

Certo?

E meia polegada mais sete oitavos?

1/2'' + 7/8'' = 11/8'' = 1 3/8''


e  1 3/8'' é diferente de 1,375'' porque não existe 1,375''. Porque olhando na régua de polegadas você não consegue ver 1,375'' É necessário uma aproximação visual já que olhos humanos não tem precisão em 3 casas decimais.


E a conversão de polegadas para centímetros também é uma aproximação. Afinal, se você coloca só 2,5 na hora de converter um pra outro, você está esquecendo o 0,04, que na comparação entre 10cm e 4'' dá quase dois milimetros, que sinceramente pode ser meio ponto. Mas de qualquer forma, há mais uma impresição sendo adicionada ao modelo.

E você sabe o que uma aproximação em cima de outra, em cima de outra resulta, não sabe? Resulta em um pedreiro dizendo que dá pra corrigir o esquadro errado do alicerce na massa corrida depois da casa pronta, e seu espelho, apesar de nivelado, fica parecendo torto - história da vida real.

Conclusão

Tudo o que você sabe sobre amostras está certo. Mas a palavra precisão não deve ser usada para designar o que você tem através de uma amostra.

Tecer uma amostra simulando as características gerais de uma peça é um ótimo modelo matemático para previsibilidade, porém não é um método preciso, é uma aproximação.

Não use a palavra precisão a menos que você realmente queira dizer precisão. Se você quer dizer previsibilidade estatística, diga previsibilidade estatística, que é muito diferente de precisão.

Que tal trocar:

Vou fazer uma amostra pra ter uma medida precisa da peça que vou tecer.

Para

Vou fazer uma amostra para prever o tamanho da minha peça final (através de um método ou modelo matemático além da minha experiência empirica em projetos passados não totalmente relacionados), além de já dar uma idéia do caimento do tecido.

Porque se eu não posso chamar qualquer fio de lã, eu também não posso dizer que amostra é precisa.

quinta-feira, junho 18, 2015

Costurando uma frasqueira

Mais ou menos um ano atrás, eu projetei e costurei uma frasqueira para dar de presente pra minha mãe:

20141022_205458


Sabe, não foi fácil projetar a frasqueira. Mas também não foi o fim do mundo. A parte mais dificil pra mim é conseguir sincronizar a borda de costura projetada com a borda de costura real.

Por exemplo, eu havia projeto a tampa com 1cm de borda de costura. Mas como toda máquina, um pé de máquina não é 1 cm. Então, depois de fazer a tampa, o ziper não encaixava direito, e a caixa ficou grande.

Outra parte que achei complicada. Projetei a caixa de baixo com o forro inteiriço. Então colocar os bolos de dentro foi uma luta! Da próxima vez vou fazer pelo menos o forro em 4 pedaços formando a caixa com costuras laterais! Além do que, as costuras vão dar mais sutentação.

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Tirando todos os percalços e toda a dificuldade que foi para mim projetar e costurar essa frasqueira, fiquei tremendamente feliz com o resultado final! Só dois ou três erros que com certeza não inteferem muito no presente. (se fosse para vender, eu não teria coragem, mas pra nós está maravilhoso)

Além do que, esse cetimzinho no zipper combinando com a cerejinha do forro é uma das coisas mais lindas que eu já fiz na minha vida! É puro amor

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quinta-feira, junho 11, 2015

Luva Hidden Gusset


Minha mais nova luvinha para usar no escritório, naqueles dias que Ozomi larga o ar-condicionado na temperatura Sibéria!

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Veja o projeto original (com a receita) aqui:



Eu usei a montagem e o arremate tubular, para deixar tudo bem redondinho e lindinho!

IMG_20150601_124025959


A pior parte, por assim dizer, ficou para a construção do desenho. Então espero que essa foto ajude quem estiver "passando por dificuldades". Eu fiz uma descrição detalhada de como *eu* executei essa luva, se te ajudar fico feliz.

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Eu devo dizer que não entendi a receita. Eu consegui executar os pontos do 1/1/1 LC, mas não consegui entender onde manter os marcadores.

Mas não poderia ser dificil, já que o projeto em si, e as fotos, eram bem simples. A questão era somente achar um método para seguir a receita.

Tendo em vista que a luva se define como: uma sessão em meia + uma sessão em barra, a questão era somente como separar as duas sessões e onde posicionar os aumentos.

Como a sessão em meia aumenta ao longo da mão, os aumentos devem ser trabalhandos em meia. E como a sessão em barra diminuir até terminar, as diminuições devem acontecer sobre a sessão em barra.

Tudo começa com o 1/1/1 LC. Nesse ponto há 3 pontos envolvidos: 1 meia torcido/1 meia/1 meia torcido - depois de ter feito o 1/1/1 LC.

Com base nisso, temos que o ponto do meio, o meia normal, é o primeiro meia da sessão em meia.

Os outros dois pontos são pontos-guia.

Sendo assim, depois do 1/1/1 LC haverá:

1 meia torcido -> ponto-guia
1 meia normal -> primeiro meia da sessão
1 meia torcido -> ponto-guia

Os aumentos devem acontecer entre o ponto-guia e a sessão em meia.

A volta começa/termina dentro da sessão em meia. Qualquer ponto é bom o suficiente.

As diminuições incluem o ponto-guia e o primeiro ou o último ponto da sessão em barra.

Sendo assim, todas as voltas de aumentos e diminuições deverão ser assim:

1. Tricote em meia até chegar ao ponto guia.
2. Aumente um ponto antes do ponto guia.
3. Diminua um ponto pegando o ponto guia e um ponto da barra.
4. Tricote a barra até um ponto antes do ponto guia.
5. Diminua um ponto pegando um ponto da barra e o ponto guia.
6. Aumente um ponto depois do ponto guia
7. Tricote até o fim da volta.

O problema desse método é que, pela receita, o ponto guia deve ser tricotado em meia torcido nas carreiras sem aumento. Porém, ele é o ponto gerado a partir de uma diminuição. Isso faz com que o ponto guia seja primeiro um meia torcido, depois um meia comum, depois um meia torcido, depois um meia comum.

Também é possível perceber isso pela quantidade de projetos que dizem torcer o ponto gerado pela diminuição.

Eu decidi tricotar em meia sempre os pontos guia. Então na minha luva, os pontos guia serão sempre em meia, assim:

1. Tricote até o ponto guia em meia
2. Tricote o ponto guia em meia
3. Tricote a sessão em barra
4. Tricote o ponto guia e o restante em meia até o fim da carreira

domingo, março 01, 2015

Xale Alegria e a tal da lã lace

Então, finalmente terminei (arrematei, bloquei, pesei, medi, dobrei e guardei) o xale mais chato de se tricotar da minha vida.

O Xale Alegria:



A lã é essa, que você pode ver na minha stash aqui.

Primeiro ponto, nem pense que você vai conseguir tricotar essa lã com aquela agulha chinesa vagabunda. Eu sei porque eu tentei. Como toda madame, essa lã quer Addi Click Lace, ela é chique, né bem?

Segundo ponto, desmanchar pode ser um problema! A lã tem um cabo só, e apesar de ser fina, as vezes a impressão que dá é que ela é bem desfiadinha (seria torção o nome do que ela não tem?). Além disso a densidade dessa linha não é constante, as vezes ela é hiper-mega fina, outras vezes é fina, e as vezes você encontra um chumaço no meio.


E eu encontrei um nó no meio do meu novelo.

UM NÓ #chatiada

Terceiro ponto, essa combinação lã+agulha 3,5mm me causaram muita dificuldade na leitura do tricô das carreiras de baixo. Talvez, por ser um ponto rendado.

Bom, a lã é um saco de tricotar, esse é o veredito final. Depois de pegar o jeito, você acostuma, mas ainda assim um saco.

O xale. A receita do xale é sem graça. Um motivo rendado até um pedaço que se transforma em outro. Bem dizer, dois pontos linkados e com crescimento nas laterais.

Não há um arremate, você escolhe uma carreira para parar e para. Não há arremate.

Em se tratando de um xale grátis, acho ótimo. Nunca tinha tricotado lace e eu não ia me aventurar numa receita "desconhecida". Essa receita é indicação da lã, então fiquei confortável de seguir esse caminho.

lã dos infernos + receita desleixada = 

o xale mais lindo que já fiz na minha vida!


Quando o marido fala que esse xale é o mais lindo, é porque realmente o resultado final é algo especial!

Minha mãe chama esse xale de "xale nuvem" e concordo com ela. Esse xale ficou macio, levíssimo, lindíssimo e super chiquetozésimo!

Um xale luxuriento!

E o pior é que ele esquenta.

O que faz o xale alegria não é a receita, fico imaginando uma receita realmente bonita, com um arremate delicado, e quem sabe não triangular, mas semi-circular para um caimento perfeito. Esse xale ficaria a pérola da lupita!

Então, concluindo, não me arrependi de ter feito esse xale, agora tenho uma peça única no mundo, magnifica e rycah. Mas se fosse corajosa para fazer outro, não usaria essa receita com certeza! Procuraria muito até achar algo a altura da lã.

Não é a-toa que as tricoteiras noivas gringas vestem um xale lace em seus casamentos, é realmente o pícaro da beleza.

Mas dá um trabalho do cão!

domingo, julho 27, 2014

Toalhinha de Trico





Fiz essa toalhinha que achei pela internet e resolvi re postar o gráfico com  algumas correções. Veja tudo aqui.

Minha maior motivação foi a curiosidade de vivenciar como o tricô começa de uma argolinha e cresce infinitamente formando um circulo. Claro que matematicamente eu entendo, mas ver acontecer na nossa mão é mais legal.

Então, saí a caça de uma receita fácil (mas nem tanto) e disponível. Descobri que há diversas, inúmeras, infinitas toalhas rendadas de tricô uma mais linda do que a outra!

Um dia, quem sabe, eu não pego uma agulha fininha, uma linha fininha, e eu não faço uma daquelas toalhas enormes? Quem sabe um dia.

Por hora, essa pitititinha já está de bom tamanho ;-)


quarta-feira, junho 25, 2014

Amor se constroi

As vezes eu me encanto de cara com peças prontas. Acho a coisa mais linda do mundo e quero muito! Foi o que aconteceu com o BellDandy. Só não gosto desse nome... Mas, fui lá, comprei a lã mais maravilhosa, esperei chegar, terminei tudo o que estava na fila e, finalmente, comecei a tecê-lo esse final de semana. Não sem ter feito algumas amostras e modificações antes.

 PhotoGrid_1403210343075 

Estou na metade do gráfico 1. O xale ainda nem começou a pegar forma. A cor da lã está começando a aparecer. Ainda estamos nos conhecendo. Eu ainda estou aprendendo a gostar dele.

IMG_20140624_233750


Porque o meu BellDandy (ainda sem nome) é meu, não é aquele postado na capa do projeto. E ele está ainda nascendo. Eu e ele ainda estamos nos conhecendo e ainda estamos pegando amizade.

O interessante é que eu sempre tenho esse momento de estranheza com todo projeto novo. Eu fico com dúvida até um certo ponto, depois me apaixono.

Claro, há projetos que eu sei onde estão os problemas, erros, coisas que eu não gosto. Mas ainda assim são filhos e mãe não vê defeito, né?

Esse BellDandy ainda está um bebezinho de colo. Não tem como saber pra onde ele vai. Mas eu vou levando ele.

E nessa última foto, uma felicidade! Encontrei um erro bobo! Fui no xale e já revi a carreira, haviam 2 erros bobinhos que já estão corrigidos! Oh, felicidade <3 p="">
Para detalhes do projeto:
 http://www.ravelry.com/projects/Dai-daiane/xale-belldandy

domingo, junho 01, 2014

Presente tricotado para um amigo (homem)

Eu vou presentear um amigo, e quero que o presente seja tricotado (por mim). Só que, como sempre, um dos desafios é achar uma combinação de linha, modelo e utilização que não comprometa a imagem de ninguém. Principalmente porque presente sempre é surpresa, então a gente sempre tenta que seja surpresa positiva.

Achei que o mais acertado seria um cachecol. Ou uma gola. Mas tricoteira sempre quer algum desafio, certo? Então comecei a pensar em uma montagem moebius*

Veja as opções que eu achei no ravelry:

Cowl With a Twist

Whit's Knits: Mobius Cowl

Desse projeto: aqui

Moebius Collared Cowl 

Moebius Collared Cowl Grey
Desse projeto: aqui

Double Wrap Cowl 

Desse projeto: aqui

Brenda's Rasta Fantástica 

 Desse projeto: aqui




Moebius Cowl 

(rendada)
Moebius Scarf

Desse projeto: aqui

ZigZag Moebius Cowl

(rendada)
Desse projeto: aqui


Bandana Cowl

Mas, o que eu mais gostei mesmo (talvez, pra mim, né?) Foi essa versão bandana de gola.

Sweet Stitching with Erin:  Bandana Cowl

Desse projeto: aqui

O plano é usar essa lã da Tricô Tricô fios:





Não vai ficar a coisa mais linda desse mundo?
(veja essa lã na minha stash)




 

* Se você estava viajando pra Saturno nos últimos anos e não faz idéia do que seja uma montagem moebius, vamos a base:

A "fita moebius" é aquela uma que parece impossível (porém, tem uma fórmula matemática):

 http://pt.wikipedia.org/wiki/Fita_de_M%C3%B6bius

Não achei um jeito de anexar a foto nessa postagem linkando direto pro ravelry, mas eu ainda descubro!
Por hora, só usei o flickr para poder linkar à foto original (e não duplicar a foto original aqui)

quinta-feira, maio 29, 2014

Loba Solitária

Nesse mundo craft de meu deus, eu ainda não achei o meu lugar.

Eu amo costura. Eu amo cartonagem. Eu amo tricô. Eu não consigo fazer um crochê bonito, mas o que eu faço dá pro gasto. Eu sei ingles e não me intimido fácil. Mas, definitivamente, meu problema não é a técnica.

No mundo das costuras, já segui e parei de seguir diversos blogs! Diversos. No mundo do tricô, sempre depois que eu volto de um congresso eu fico com um gosto amargo na boca.

Eu gosto das coisas do meu jeito. Eu gosto de aprender sozinha. Eu gosto de pesquisar e ir lendo uma coisa atrás da outra, até eu me fartar! As vezes eu até pergunto nas listas de tricô, mas aquelas listas são muito limitadas e enfadonhas pra mim. (sem contar as diversas vezes que eu fico quieta para não causar polêmica desnecessária)

Mas, a verdade, é que as polêmicas não são polêmicas pra mim. Eu simplesmente penso de forma diferente! Eu não vibro na mesma frequência que a maioria das mulheres, acho que é isso.

Talvez, eu tenha ido no congresso de tricô com muita sede. Talvez eu tenha ido achando que eu fosse encontrar o Oásis de técnica perfeira que eu não acho aqui na minha terra. Talvez eu realmente tenha acreditado naquela lorota da amizade.

O que faz crescer a amizade entre duas pessoas não é o tricô entre elas. É toda uma gama de pequenas coisas em comum. Além do santo bater, né?

Nesse congresso eu senti que encontrei pelo menos 3 pessoas que vibravam mais ou menos na mesma vibração que eu. Eu não gosto de conversa jogada fora, eu gosto de discussão adulta. Eu não gosto de elogios, eu gosto de (ops) discussão adulta!

Como eu vou saber se o que eu fiz é realmente bonito, se há um exercito pronto para gritar "Lindo" a cada nova foto? Quais os padrões que eu realmente tenho que buscar?

E então eu fico pensando, porque raios eu venho aqui escrever tudo isso? Pra quem eu estou escrevendo!?

Eu não sei se tenho essa resposta, mas acho que aí no meio do deserto da internet, atrás de um arbusto qualquer, há alguém que pode vibrar na minha frequência, e estar cansada de ser sozinha, de ser loba solitária assim como eu, as vezes, também fico.

Há tardes que eu só gostaria de discutir sobre projetos futuros, agulhas, linhas e cores. Meu marido, coitado, já cansou de ser usado como ouvido ambulante para um assunto que não é importante para ele.

Ao mesmo tempo, eu gostaria de que houvessem mais blogs falando sobre tricô. Mais gente na rede falando sobre esses temas. E penso, será que se eu mexer nesse caldeirão, acaba saindo fumaça? (vamos combinar, a blogosfera do tricô, ou a tricosfera, é bem morninha, quando não foca absolutamente em vestuário de recém nascido)

E também tem o fato de que minha cabeça não para de pensar! E vira-e-mexe ela acaba voltando pra pensar em tricô, em costura, em cartonagem, nos meus projetos inacabados, nos meus projetos não começados, no meu stash.

Bom, enquanto isso eu vou seguindo em frente.

sábado, maio 24, 2014

Que tricoteira eu sou?

Depois da última postagem, eu fiquei matutando.

Que tipo de tricoteira eu sou?

Apesar de ter aprendido bem nova a tricotar. Lembro de ter feito o que eu chamo de cobertor de barbie. Um quadrado em cordões de tricô. Apesar disso, eu não sou uma tricoteira de infância. Lá eu não fazia tricô, só brincava com o que minha mãe dispensava.

Isso quer dizer que, minha referência principal, no tricô, é minha mãe. E minha mãe tem um estilo muito próprio. Ou clássico. Ela segue o estivo das revistas de tricô dos anos 80. Simples assim. Blusas pesadas, fechadas na frente, com costuras laterais e sobre os ombros.

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Nessa época, a gente nem sabia que estava trabalhando com acrílico. Quer dizer, sabia, mas não sabia que existia outro tipo de coisa.

Pois bem, minha referência é, portanto, bem old school, bem tradicional. Ilustro esse post com o casaco que sobreviveu em minhas mãos, da época em que ela tricotava. Não sei pra quem seria esse casaco, não sei como ele veio parar na minha casa, mas ele existe e o guardo como uma relíquia.

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O guardo como uma lembrança de que, assim como tudo na moda, as coisas vão e vêm. E que temos que seguir nosso próprio estilo e nosso próprio instinto quando estamos nos dedicando a qualquer coisa, qualquer objetivo.


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Então, além desse lado brasileiro clássico dos anos 80 me lembrei que, há muito tempo, vi uma postagem no SuperZiper que falava sobre uma nova rede social craft e que, apesar de não entender como funcionava, acabei de cadastrando. Acho que foi nessa postagem aqui.

Uma vez dentro do Ravelry. O céu deixa de ser o limite, e você se vê com qualquer projeto na mão! Bastando você fazer o cast-on.

E acho o que foi assim, através da internet e da minha fluência em inglês que eu consegui passar para um tricô diferente, diria mais ousado se comparado ao tricô de revista da minha mãe.

Por outro lado, ousadia nenhuma você ser apenas mais uma tricoteira inserida numa WWW maior que nossos corações. Ou seria do tamanho de nossos corações unidos?

sexta-feira, maio 23, 2014

Como foi o Terceiro Congresso Brasileiro de Trico

Quero deixar primeiro, o link para os agradecimentos final do congresso [1]
Essa é a minha forma de contribuir para o crescimento da rede para aumentar a visibilidade da página do congresso, e consequentemente aumentar a "patrocinalidade" do evento.

Então, quero dizer que adorei, mais uma vez, participar desse evento nacional de encontro de tricoteiras e de fomento do trico nacional. Uso a palavra fomento mas eu queria mesmo era a usar a palavra fermento porque o que eu sinto lá é um borbulhar de novas possibilidades e um sentimento muito forte de conquista e desejo de mais conquista ainda.

Essa edição eu tive sorte de encontrar pessoas com quem me identifiquei, no meio das alunas. Achei maluquinhas do tricô, do tipo que só querem aprender e passar horas passando pontinhos de um lado pro outro. Mas também achei mulheres que vão levar esse tricô elaborado para o fundão do pais!

Tá, um fundão não tão fundão assim. Visto que o interior do estado de São Paulo ainda é estado de São Paulo e todo mundo sabe que SP é o centro do universo (=P)

Mas ainda assim, professoras de armarinho que vão lá para tentar derrubar o esteriótipo de "professora de armarinho" como se, trabalhar em um armarinho numa cidade pequena fosse ruim, por si só. Acho que as vezes as pessoas das capitais se esquecem como são as cidades pequenas.

Por exemplo. Eu não consigo achar nada que não seja Anne pra comprar aqui. Anne tem de todas as cores. Mas Bella? Simplesmente não tem! Quando tem é um novelo solitário.

Como uma pessoa pode desenvolver a sua criatividade sem exposição? Isso me fez lembrar de uma outra coisa.

Para minha grande surpresa, um dos temas para o próximo congresso com mais demanda foi "Introdução ao Ravelry".

Gente, a Valéria tem um tutorial de Ravelry [2] que é estupendo! Suponho que a pessoa que quer aprender Ravelry tenha acesso a internet, e tenha acesso ao tricô em prosa [2] por consequência, certo?

Mas parece que isso não é suficiente.

Como então, uma moça que é professora de armarinho, lá onde só a Anne chega, sem acesso ao Ravelry (que seria a porta para as dorgas mais pesadas)

E olha que são as tricoteiras que estão antenadas e vão no congresso!

Bom. Eu gostei muito. As aulas foram ótimas e me esbaldei nas lojinhas.

Sobre as aulas, uma outra postagem, essa já está muito grande ;)



[1] http://www.congressobrasileirodetrico.com.br/
[2] http://tricoemprosa.com/tutorial-do-ravelry/

segunda-feira, maio 12, 2014

O dia do Congresso finalmente chegou!

Estou super animada! No próximo final de semana já é o congresso de tricô!

Eu vou fazer aula de contiguos, bordas perfeitas, como bolar seu próprio ponto rendado, e de ponto brioche!

Só falta eu separar o material que tem que levar! Pelo visto o menino jesus vai ganhar outro casaquinho, só que esse vai ser contiguous hehehe.

Como será que levo meu material? Tesoura e agulha de inox? Será que passa bem na mala?

terça-feira, dezembro 31, 2013

Congresso Nacional de Tricô - Terceiro

O ano nem bem terminou e eu já estou na contagem regressiva para o Congresso Nacional de Tricô do ano que vem!

Sabe, eu tive medo! Ano que vem é ano de copa. Nunca antes na história do país o congresso disputou com a copa! E vamos combinar que não é lá uma disputa muito justa...

Bom, mas já vi confirmação oficial que vai sim ter congresso! Já vi confirmação extra-oficial da data! E acho que já dá para comprar a passagemmmmmmmmememememeemememememememeem

Confirmação oficial: http://www.congressobrasileirodetrico.com.br/
Confirmação extra oficial da data: http://tricotacuritiba.com/2013/11/26/parabens/

UEBAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAa

terça-feira, novembro 12, 2013

Meu percurso na costura até agora (costura para iniciantes)


Logo depois de testar a máquina, de ler o manual, e de comprar os primeiros apetrechos (linhas, tecidos, encimento, ziper) a primeira coisa "coisa" que eu fiz foi essa necessaire.

Ela saiu torta, a caixa de leite está torta, a altura não ficou muito proporcional, mas o ziper fecha lindamente!

Não segui um tutorial, mas juntei vários tutoriais de necessarie que achei pela internet.

Como referência, deixarei esse video que me ajudou por demais!






Então, me bateu uma vontade de fazer essa peça redonda! Dificil costurar redondo, né? Pois bem, eu treinei bastante nessa bolsinha porta foninho de ouvido, e até que não achei um bicho de sete cabeças não! Além do que a bolsinha ficou um mimo! (talvez, pros meus fones, eu faria um pouco maior, eu comecei essa com um circulo de 11 cm, e usei margem de costura de 0,5cm. Achei que poderia ser um ou dois centímetros maiores.

O tutorial, passo a passo, está aqui http://www.erinerickson.com/2011/11/circle-zip-earbud-pouch-tutorial/




Então, resolvi fazer um presente para uma grande amiga que faz aniversário em Dezembro. Eu já namorava essa bolsinha a muito-muito tempo! Acho que achei ela no começo do Pinterest! Só que eu fiz dupla face, e só usei o tecido de fora e o tecido do forro, ambos 100% algodão (tricolinão velho de guerra). Ou seja, não coloquei manta ou intertela. Como de se esperar ela ficou molenguinha, mas era assim que eu queria.

As cores escolhi para minha amiga. Se eu tivesse feito para mim, teria chamado essa bolsinha de engana mamãe, de um lado uma estampa meiga do tipo "vou na missa", do outro uma estapa cheguei, do tipo "tô facinho na balada". Daí, o engana mamãe que acha que tô indo na missa mas vou me acabar no putzputz (vixi olha que papo de gente velha)

Tutorial, passo a passo aqui, http://pm-betweenthelines.blogspot.com.br/2009/11/messenger-bag-tutorial.html


E então fiz meu porta tablet. Queria um bolso frontal para guardar meu paninho de microfibra que uso para limpar o touch quando ele fica melequento de tantos dedos.

Esse projeto é meu, não tem tutorial nem medida porque fiz da minha cabeça. Foi bem desafiador, mas foi ótimo!

Eu havia feito a lapela (como chama aquele negócio que tem o velcro e é usado para fechar?) muito curta, então tive que refazer na hora de costurar tudo junto. Ou seja, step-back na lapela....

Mas, aproveitei a oportunidade para fazer a costura redonda mais perfeita de toda a minha vida! Tanto a interna quanto a externa. Achei que ficou perfeito tanto na hora que virei e não ficou aqueles babados ou picos, quando no arremate.

Olha o  detalhe aí! Clica que aumenta (ui)



terça-feira, setembro 24, 2013

Comprei uma máquina de costura


É essa belezinha aí da foto!

Eu tô com tempo sobrando? Meu banheiro está com o rejunte branquinho? Meus vasos não tem matos e estão adubados? O freezer está cheio d
e feijão cozido?

NAOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Por outro lado, meu coraçãozinho tá palpitante de felicidade porque finalmente, depois de muito pesquisar (e não chegar a conclusão nenhuma) eu comprei minha máquina!

Foi na Feira de Patchwork de Limeira, na "promoção" (pelo que pesquisei no buscapé, realmente paguei barato, mas no site da própria brother, está só 50 reais mais caro do que paguei)

Bom, fiz nada ainda com ela, titubiei algumas costuras, só para garantir que o motor estava girando. Fiz esse saquinho de projetos. Tenho usado tanto o que minha mãe fez pra mim (depois de alguma pressão de minha parte) que achei que era uma boa por onde começar:




É para guardar meu tricô enquanto estou trabalhando nele

Ainda estou esperando uma vaga na cabeça da minha mãe para ela me dar uma aula. A primeira aula. Sobre como costurar sem fazer essa lambança toda ;)

eh nois